Alguma vez uma música lhe causou arrepios ou calafrios? Essa reação, tão comum quanto misteriosa, intriga neurocientistas há décadas. O mais estranho é que nem todos a experimentam com a mesma intensidade, e aqueles que a sentem podem ter características cerebrais específicas.
Uma reflexão herdada de nossos ancestrais.
Tremer em resposta a estímulos emocionais não é um fenômeno moderno. É uma resposta fisiológica que nossos ancestrais desenvolveram para sobreviver. Ao desenvolver pelos no corpo, o organismo atingia dois objetivos básicos: parecia maior diante de uma ameaça e conseguia reter melhor o calor em climas frios.
Atualmente, essa função biológica perdeu sua utilidade prática, mas a reação ainda persiste em nosso sistema nervoso autônomo – o mesmo mecanismo que é ativado quando sentimos medo, surpresa ou excitação. É por isso que uma simples melodia pode desencadear no corpo a mesma reação que ocorreria em uma situação de vigília.
A chave está no hipotálamo, uma pequena estrutura cerebral que interpreta certas emoções intensas como eventos significativos.





